
Trabalhadoras Sexuais da Argentina Protestam por Segurança.
Trabalhadoras sexuais na Argentina realizam protestos exigindo segurança e regulamentação após uma série de feminicídios. O movimento busca visibilizar a precariedade da profissão e garantir direitos básicos para essas mulheres.
Por Elena López · 04 de nov. de 2026, 07:58 · 10 leituras
Protesto por Segurança e Direitos
Nesta terça-feira (3), trabalhadoras sexuais na Argentina realizaram manifestações e paralisações em várias cidades do país, exigindo melhores condições de segurança e a regulamentação de sua atividade. O protesto foi organizado pela Ammar (Associação de Mulheres Meretrizes da Argentina) e surge em resposta a uma série de feminicídios ocorridos nos últimos meses, que deixaram a comunidade em estado de alerta.
No último semestre, cinco feminicídios foram registrados, sendo quatro deles apenas no mês passado. O caso mais chocante foi o de Tatiana Fernández, de 27 anos, cujo corpo foi encontrado em um apartamento em Buenos Aires. A polícia prendeu um suspeito, Renato Iván Tabella, que também é investigado por outro assassinato de uma trabalhadora sexual em Córdoba. As mortes de Débora Bordón, de 30 anos, e Bárbara Camila Aragón, de 29 anos, em Rosário, também levantaram preocupações sobre a segurança das profissionais do sexo.
Visibilidade e Direitos
As organizadoras do movimento enfatizam a necessidade de visibilidade para a precariedade em que exercem sua profissão. Georgina Orellano, secretária-nacional da Ammar, ressaltou em entrevista à Radio con Vos: “Queremos visibilizar a condição de precariedade em que exercemos nosso trabalho. Nossa reivindicação é também que a vida das trabalhadoras sexuais importa.” O protesto convidou as mulheres a não trabalharem nesta terça-feira, mas a falta de regulamentação dificulta a mensuração da adesão ao movimento.
Em algumas regiões, as trabalhadoras optaram por fazer manifestações virtuais, interrompendo atividades em sites de trabalho sexual e compartilhando mensagens de apoio nas redes sociais. O cartaz símbolo do protesto traz o slogan “Ni Una Menos” (Nem uma a menos), um grito de luta contra o feminicídio que se popularizou na Argentina desde 2015. Em algumas versões, o texto foi adaptado para “Ni Una Puta Menos” ou “Ni Una Trabajadora Sexual Menos”, enfatizando a necessidade de um olhar mais atento às condições de vida e trabalho dessas mulheres.
A Luta pela Regulamentação
Além das reivindicações por segurança, as ativistas exigem a regulamentação do trabalho sexual, que atualmente não é reconhecido legalmente na Argentina. Embora a prostituição individual não seja considerada crime, a cafetinagem e o agenciamento são ilegais, o que gera uma série de dificuldades e inseguranças para as profissionais. Sem regulamentação, as trabalhadoras não têm acesso a benefícios como aposentadoria e seguro-desemprego, o que as força a aceitar condições de trabalho perigosas.
A Ammar argumenta que essa falta de proteção as torna vulneráveis a situações de violência, como foi o caso de três das trabalhadoras assassinadas nos últimos meses, que foram atacadas ao atender clientes desconhecidos. A pressão para que o governo argentino implemente uma legislação que proteja os direitos dessas mulheres é crescente, especialmente com a discussão de um projeto de lei na Câmara dos Deputados que visa proibir estabelecimentos que promovam a exploração sexual.
Por que isso importa
Essa mobilização das trabalhadoras sexuais na Argentina é um reflexo de uma luta mais ampla por direitos e segurança em um contexto onde a violência de gênero é alarmante. A discussão sobre a regulamentação do trabalho sexual é fundamental para garantir a proteção dessas mulheres, que enfrentam não apenas a violência, mas também a marginalização social e a falta de acesso a direitos básicos. O movimento é um chamado à sociedade para reconhecer a importância da vida e do trabalho de todas as mulheres, independentemente de sua profissão.
O que vem a seguir
Com a continuidade da discussão sobre a regulamentação do trabalho sexual, as trabalhadoras da Ammar e outras organizações esperam que o governo argentino leve em consideração suas demandas e inicie um diálogo que possa resultar em mudanças significativas. À medida que a pressão aumenta, espera-se que mais pessoas se unam a essa luta, não apenas na Argentina, mas em toda a América Latina, onde questões de direitos das mulheres e segurança continuam a ser uma prioridade.
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Por que as trabalhadoras sexuais estão protestando?
Elas estão protestando por melhores condições de segurança e pela regulamentação de sua profissão após uma série de feminicídios.
Qual é o papel da Ammar nesse movimento?
A Ammar (Associação de Mulheres Meretrizes da Argentina) organiza os protestos e reivindica direitos e proteção para as trabalhadoras sexuais.
O que a regulamentação do trabalho sexual significaria?
A regulamentação garantiria direitos básicos, como acesso a benefícios, e promoveria a segurança das trabalhadoras, reduzindo sua vulnerabilidade.
Nesta terça-feira (3), trabalhadoras sexuais na Argentina realizaram manifestações e paralisações em várias cidades do país, exigindo melhores condições de segurança e a regulamentação de sua atividade. O protesto foi organizado pela Ammar (Associação de Mulheres Meretrizes da Argentina) e surge em resposta a uma série de feminicídios ocorridos nos últimos meses, que deixaram a comunidade em estado de alerta. No contexto brasileiro, trabalhadoras sexuais permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já foi publicado, o leitor encontra aqui o essencial para se posicionar com informação verificável.
Trabalhadoras sexuais na Argentina realizam protestos exigindo segurança e regulamentação após uma série de feminicídios. O movimento busca visibilizar a precariedade da profissão e garantir direitos básicos para essas mulheres. No contexto brasileiro, trabalhadoras sexuais permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já foi publicado, o leitor encontra aqui o essencial para se posicionar com informação verificável. No contexto brasileiro, trabalhadoras sexuais permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já
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Perguntas frequentes
Por que as trabalhadoras sexuais estão protestando?
Elas estão protestando por melhores condições de segurança e pela regulamentação de sua profissão após uma série de feminicídios.
Qual é o papel da Ammar nesse movimento?
A Ammar (Associação de Mulheres Meretrizes da Argentina) organiza os protestos e reivindica direitos e proteção para as trabalhadoras sexuais.
O que a regulamentação do trabalho sexual significaria?
A regulamentação garantiria direitos básicos, como acesso a benefícios, e promoveria a segurança das trabalhadoras, reduzindo sua vulnerabilidade.

